quinta-feira, novembro 28

Seminário Municipal: o efeito do crack e sua representação social

Seminário sobre crack e sua representação social terá participação de pesquisadora da Fiocruz PE


A Secretaria Executiva de Direitos Humanos, Política sobre Drogas e Juventude de Jaboatão dos Guararapes irá promover terça-feira (03/12), o Seminário Municipal: o efeito do crack e sua representação social, que contará com a participação da pesquisadora Naíde Teodósio, do Departamento de Saúde Pública (Nesc) da Fiocruz Pernambuco. O evento é organizado também pela Gerência e pelo Conselho Municipal de Política sobre Drogas. A iniciativa faz parte de ações previstas no Plano Municipal de Ações Integradas sobre Drogas, realizado nessa data (03/12), das 8h às 13h, no auditório da sede da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (Av. Gal. Barreto de Menezes, nº1648, Prazeres). O objetivo é discutir e desmistificar o tema do uso de drogas e a representação social que o crack adquiriu no cenário municipal, estadual e nacional.
Além de Naíde, que irá falar sobre os dados da Pesquisa Nacional sobre o uso de crack e outras drogas, o debate contará com a participação do psicólogo Flávio Romero, coordenador do Núcleo do Programa Atitude em Jaboatão dos Guararapes. O mediador será o cientista político e assessor técnico da Secretaria de Direitos Humanos, Política sobre Drogas e Juventude, Marcílio D. Brandão.
O Seminário será aberto aos profissionais das redes de assistência social, saúde, educação, segurança, trabalho, turismo, cultura, esportes, dentre outros. A pré-inscrição pode ser feita na hora, no dia do evento ou pelo e-mailgerenciadrogas.jaboatao@gmail.com , devendo conter os seguintes dados: nome, instituição e telefone para contato.

Fonte : http://www.cpqam.fiocruz.br/?option=com_k2&view=item&layout=item&id=1640&Itemid=8

quarta-feira, novembro 6

Psiquiatra diz que a medicina transformou comportamentos normais em doença

Juliana Vines na Folha de S.Paulo
http://abrata.org.br/blogabrata/wp-content/uploads/2013/10/depressao1.jpg
Imagem:internet
A “caixa da normalidade” está cada vez menor e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra americano Dale Archer, autor do best-seller “Better than Normal”, recém-lançado no Brasil com o título “Quem Disse que É Bom Ser Normal?”(Sextante, 224 págs., R$ 24,90).
Archer, 57, é psiquiatra clínico desde 1987 e fundou um instituto de neuropsiquiatria em Lake Charles, Louisiana (EUA). Em 2008, ele notou que havia algo errado com os seus pacientes: a maioria dizia ter um transtorno mental e precisar de remédios –só que eles não tinham nada.
“Estamos ‘patologizando’ comportamentos normais. E isso não é só culpa da psiquiatria”, disse Archer, à Folha, por telefone.
Um quarto dos adultos americanos têm uma ou mais doenças mentais diagnosticadas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA. “Isso está errado. Há uma gama de comportamentos que não são doença.”
Em um ativismo “pró-normalidade”, Archer descreve oito traços de personalidade comumente ligados a transtornos, como ansiedade, e afirma que não há nada errado com essas características, a não ser que sejam muito exacerbadas.
“O remédio tem que ser o último recurso, e não é o que eu vejo. As pessoas entram em um consultório e saem com uma receita médica. A psicoterapia é subestimada.”
De outubro de 2012 a setembro de 2013, o mercado de antidepressivos e estabilizadores de humor movimentou mais de R$ 2 bilhões no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health. Nos últimos cinco anos, o número de unidades vendidas desses remédios cresceu 61%.
Para Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, os diagnósticos aumentaram, sim, mas da mesma forma como aumentou os de outras doenças, de diabetes a câncer. “Isso é resultado da evolução da medicina e da facilidade de acesso.”
O mesmo pensa o psiquiatra Fabio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro. “Também aumentou o número de prescrições de insulina e anti-hipertensivo. Isso ninguém questiona. Mas quando se fala de mente, da psique, todos têm uma opinião”, afirma.
Segundo Silva, o problema é o subdiagnóstico. Para ele, há mais deprimidos sem tratamento do que pessoas sem depressão sendo tratadas.
Barbirato dá como exemplo o TDAH (transtorno do deficit de atenção e hiperatividade). “O número de crianças com prescrição de remédios não chega a 1,5% no Brasil, e a estimativa mais baixa de presença de TDAH no país é de 1,9%. Há crianças sem tratamento.”
CRITÉRIO ANTIGO
Para a psicóloga Marilene Proença, professora da USP, a sociedade está “medindo” as crianças com réguas antigas. “Os critérios de diagnóstico de TDAH esperam uma criança que brinque calmamente, que levante a mão para perguntar algo. Isso não condiz com o papel da criança na sociedade. Ela está exposta a muitos estímulos e é tudo muito competitivo”, diz.
Para a psiquiatra e psicanalista Regina Elisabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, as pessoas estão menos tolerantes às emoções.
“Há pouco lugar para a tristeza. E a exaltação e excitação são confundidas com felicidade. Vivemos de uma forma mais estimulante, na qual emoções mais depressivas, reflexivas, não têm espaço.”
De acordo com Silva, o que caracteriza a doença mental é a gravidade dos sintomas. “Deixa de ser normal quando a pessoa tem prejuízo, quando está tão triste que não consegue sair da cama.”
Ele argumenta que “invariavelmente” encaminha os pacientes para a psicoterapia. E garante: nem sempre eles saem do consultório com uma receita médica.

Como dizer não a procrastinação

Muita coisa pra fazer, pouca vontade de fazê-las? Sempre deixa tudo pra última hora? O Universia te ajuda a deixar a preguiça de lado e parar de procrastinar
Publicado no Universia Brasil
Como dizer não a procrastinação
Crédito: Shutterstock.com
Estabeleça o que é importante em cada momento
Você tem um trabalho a ser feito, e um bom prazo pra fazê-lo. Logo, vai adiando o início dele por ter tempo até a data da entrega. Eis que, às vésperas deste fatídico dia, você percebe que postergou tanto que sequer o começou. E agora? Para evitar esse tipo de situação, nós do Universia Brasil preparamos uma lista de 5 itens que, se você seguir à risca, farão com que você nunca mais passe por uma situação como essa. Confira:
1 – Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira
Convenhamos: os pretextos que você se dá para atrasar “um pouco” o início do trabalho nada mais são, na maioria das vezes, do que desculpas esfarrapadas. Pare de tentar se enganar. Já dizia Renato Russo: “…mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”, então pare de tentar se enganar, ok?
2 – Tenha prioridades
Estabeleça o que é importante em cada momento. Se você acha que em determinado momento a prioridade deve ser, por exemplo, sair com os amigos que você não vê há tempos, faça isso. Mas faça sem peso na consciência, sabendo que aquilo é o certo. Faça o que deve ser feito no momento ideal.
3 – Estabeleça objetivos que podem ser cumpridos
No desespero do prazo final você provavelmente começa a se fazer promessas do tipo “nunca mais deixarei pra última hora” – e, talvez, num próximo trabalho realmente tente cumprir isso, só que fazendo tudo de uma vez, num só dia. Desnecessário (e, por que não dizer, inútil). Bons resultados não serão atingidos na correria, seja ela muito adiantada ou tardia. O melhor a ser feito é estabelecer metas e fazer tudo em etapas.
4 – Não deixe pra depois
Uma coisa é você estabelecer o melhor momento para fazer coisas, programando-se. Outra bem diferente é simplesmente falar que depois fará por pura preguiça. Se você não está fazendo nada e sabe que mais cedo ou mais tarde terá que finalizar uma tarefa, faça agora.
5 – Não seja seu maior inimigo
Muitas vezes você já está desanimado antes mesmo de tentar. Diz que não conseguirá um bom resultado, que algo é muito difícil de ser feito, etc. Pare de fazer isso. Quanto mais você disser esse tipo de coisa, mais complicado será conquistar um bom resultado. Pense positivo, aja de um jeito positivo. Arrisque-se!
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